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Defasagem no frete chega a quase 23%

 
15/08/2016
 
Durante o Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET), ocorrido em Bento Gonçalves (RS), nesta quinta-feira (4), empresários do setor do transporte rodoviário de cargas debateram os índices da pesquisa realizada pela NTC&Logística com as empresas do segmento. A novidade desse ano para o estudo está na diferenciação da defasagem tarifária entre os tipos de carga, fracionada com 9,81%, e lotação com o índice alarmante de 22,9%. A análise é feita no comparativo dos fretes praticados no mercado e os custos efetivos da atividade, ou seja, desconsidera inclusive o lucro das empresas. “Esse ano, procuramos trazer os índices separados porque entendemos que as realidades da carga fracionada para a carga lotação são muito distintas, e com essa nova análise teremos mais assertividade do que é praticado pelas transportadoras”, afirma Lauro Valdivia, assessor técnico da NTC. Além dos índices, a sondagem realizada entre junho e julho desse ano traz também dados sobre o panorama do setor, uma vez que 77% dos empresários afirmaram queda no desempenho financeiro da empresa e 65,4% estão com veículos parados, uma média de 11,2% da frota. A pesquisa e o evento são realizados pela entidade duas vezes ao ano, com o intuito de conscientizar o empresário sobre a importância de entender seus custos e cobrar corretamente pelo serviço. De acordo com José Hélio Fernandes, presidente da NTC, o histórico da defasagem é grande, mas o empresário precisa se lembrar de que a crise uma hora vai passar, e será ainda mais difícil o processo de retomada para quem negociou seu frete no limite ou abaixo dele. “Não é a primeira vez que fazemos um apelo aos empresários para cuidarem da gestão consciente dos negócios, principalmente, em momentos de crise, quando sabemos que equalizar a conta fica mais difícil. Observamos pela pesquisa que grande parte dos entrevistados manteve ou deu desconto no frete, que já sabemos ser defasado, e apenas 19% conseguiram o reajuste. Nossa luta é para que o setor se fortaleça cada vez mais e consiga se recuperar desse histórico que nos assombra”, comenta o presidente da NTC. A defasagem no frete tem sua origem tanto no acúmulo das defasagens ao longo dos anos quanto na inflação dos insumos que compõem os custos, como o combustível, salário e manutenção dos veículos. Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga – Fracionada e Lotação Apresentado também durante o evento, o estudo realizado pelo DECOPE sobre a variação média do INCT-F e INCT-L (Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga – Fracionada e Lotação) nos últimos 12 meses, mostrou que, mesmo representando ainda um aumento, os números apresentaram queda quando comparados a 2015. O primeiro com 9,08% (índice em 2015 era de 9,46%), o segundo com 7,30% (9,01% no ano passado). De acordo com Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC, o Arla 32, Agente Redutor Líquido Automotivo usado para o controle da emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), é o insumo responsável pela redução nos índices, uma vez que agora é vendido a granel, diretamente na bomba, reduzindo custos, principalmente, com embalagens. As principias altas nos últimos 12 meses se verificaram nos insumos de óleo diesel, salários, despesas indiretas, manutenção e lavagem.
 
Fonte: www.cargapesada.com.br
 
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