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Motoristas de caminhões-pipa reclamam de dificuldades para comprovar prestação de serviço no Ceará

 
23/06/2017
 
Motoristas de caminhões pipa do Ceará reclamam de dificuldades e falhas na Operação Carro-Pipa, do Ministério da Integração Nacional. Eles pedem mais segurança no processo de comprovação do serviço prestado. Em audiência pública da Comissão Externa sobre a Situação Hídrica dos Municípios do Ceará (nesta quarta-feira, 20), os pipeiros, que transportam água para a área rural do estado, disseram que estão sendo prejudicados por falhas no sistema eletrônico, que não registra de forma completa o trajeto percorrido por eles. O Ceará é um dos nove estados atendidos pela Operação Carro-Pipa, que distribui água nos municípios mais afetados pela escassez hídrica que já supera cinco anos. O estado é o que mais possui caminhões-pipa a serviço, com 97 municípios em estado de emergência atendidos pela operação. Em um ano, o investimento chegou a R$ 250 milhões, somente no Ceará. Para evitar fraudes, um sistema chamado G Pipa registra, por meio de um cartão previamente cadastrado, as "carradas", trajetos percorridos desde a captação da água até a entrega para comunidade. Todo o monitoramento e controle da operação são feitos pelo Exército Brasileiro, que não pôde comparecer à audiência. No evento, os motoristas disseram que os cartões não funcionam e que a falta de sinal em alguns locais impede o registro de todo o trajeto percorrido pelo caminhão. O presidente do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará, Eduardo de Aragão, relatou que, em maio, 75% dos pipeiros não prestaram conta de todo o serviço, devido a erros no sistema. "Não somos contra o aparelho G Pipa; nós somos a favor porque é mais uma prova para nós. Mas nós queremos um aparelho que funcione plenamente, 100%, para que a gente coloque a 'carrada' e receba, colete a água e receba o valor que foi colocado. É isso que queremos, só isso e nada mais. Todos os pipeiros queriam parar a Operação Pipa no Ceará porque não estão recebendo dinheiro, por conta de erros no sistema falho". Antes da audiência na comissão externa, o assunto já havia sido discutido em reunião na Assembleia Legislativa do Ceará e com o Ministério da Integração. O deputado Odorico Monteiro, do PSB do Ceará, que pediu a audiência na Câmara, acredita que se trata de um momento de transição: de um sistema de registro manual para um que é 100% informatizado. Para ele, é preciso se chegar a um acordo. "Nosso objetivo é único, é melhorar a qualidade de vida da população do Ceará através da garantia de água, e essa garantia hoje é através do carro-pipa que, com certeza, tem um serviço prestado grande à população: 1 milhão de pessoas e no Nordeste inteiro são mais de 4 milhões de pessoas; são mais de 6 mil caminhões-pipa em todo o Nordeste e só no Ceará, são 1700". O Consórcio TBK, que gerencia o sistema G Pipa, disse na audiência que estará trabalhando na otimização do processo. A Associação dos Prefeitos do Ceará reconheceu a importância do caminhão-pipa, mas propôs que alternativas complementares sejam desenvolvidas, a exemplo de projetos de dessalinização de água. Os parlamentares e os palestrantes também relembraram a transposição do Rio São Francisco como mais uma solução para amenizar a crise hídrica no semiárido. A Comissão Externa sobre a Situação Hídrica dos Municípios do Ceará deve se reunir com o comando do Exército, em Fortaleza, no dia 30 de junho.
 
Fonte: www.camara.leg.br
 
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