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Reação de pesados reflete melhora da economia

 
03/11/2017
 
Após amargar consecutivos resultados negativos nas vendas de zero-quilômetro, o setor de pesados começou a reagir. O comércio de caminhões e ônibus cresceu 49,07% em outubro, na comparação com o mesmo mês em 2016, e o volume de emplacamentos saltou de 4.176 para 6.225 unidades. Esta retomada foi impulsionada pela melhora na economia, que trouxe mais confiança ao empresário para trocar seu veículo ou ampliar sua frota para transportar mercadorias e passageiros. Os dados são de levantamento mensal realizado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Dos 6.225 veículos que saíram das concessionárias do País no mês passado, 5.055 eram caminhões e, 1.170, ônibus. O resultado das vendas de pesados em outubro foi o segundo melhor do ano, ficando apenas atrás de agosto, quando 6.663 unidades foram comercializadas. Na comparação com setembro, quando 5.647 caminhões e ônibus foram licenciados, houve aumento de 10,24%. No acumulado do ano, inclusive, as vendas de ônibus estão 1,13% maiores ante igual período em 2016, com 12.050 unidades, o que não ocorria desde 2014. As de caminhões, por sua vez, ainda estão 3,97% menores (40.399). Ao todo, volume de pesados ainda é 2,84% menor e, de janeiro a outubro, 52.449 novas unidades passaram a circular nas ruas. Na avaliação do economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, é inegável que a retomada nas vendas de pesados esteja relacionada à melhora no cenário macroeconômico. “Apesar de discreta, (a melhora) já é algo visível. O desemprego no País e na região vem diminuindo, o que acaba afetando toda a cadeia e, consequentemente, o segmento dos pesados, diante de maior demanda, também reage.” Ele lembra que o impacto é ainda mais positivo no Grande ABC, que concentra três montadoras de caminhões: Mercedes-Benz, Ford e Scania. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) referentes a setembro, é possível verificar forte queda no ritmo de demissões nas sete cidades. Nos primeiros nove meses do ano passado, aproximadamente 23,5 mil postos de trabalho com carteira assinada foram extintos. Neste ano, o saldo é negativo em 658 oportunidades, número 35 vezes menor. Para o superintendente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de São Paulo), Octavio Vallejo, o bom momento do agronegócio acabou alavancando as vendas da categoria. “Dá para começar a ter mais otimismo, embora ainda esteja aquém do ideal porque a compra desses veículos demanda alto investimento.” De fato, no primeiro trimestre o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) verificou PIB (Produto Interno Bruto) 1% maior em relação aos últimos três meses de 2016. O resultado, que quebrou sequência de oito trimestres negativos, foi influenciado pelo setor agropecuário, que cresceu 13,4% por conta da safra recorde de grãos. Na concepção do especialista em cadeia automotiva e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Antonio Jorge Martins, a compra de caminhões e ônibus é mais racional, justamente por custarem mais caro e serem motivados por necessidades reais, como maior demanda para entregar mercadorias, diferentemente da aquisição de automóveis, que é mais emocional. Por isso, ele avalia como um bom sinal. RECUPERAÇÃO - A retomada para o segmento de veículos como um todo, que inclui carros, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, no entanto, ainda é tida como incerta na opinião de Martins. “O ano é marcado por muitas sazonalidades, é normal que o apetite do consumidor esteja grande agora. A meu ver, precisamos analisar se essa movimentação será consistente para os próximos meses.” Ele afirma que para cravar uma recuperação são necessários nove meses seguidos com resultados similares de vendas, o que pode começar a ser visto. Ao todo, os emplacamentos chegaram a 202.860 unidades, número 27,56% superior a igual período em 2016. Frente a setembro, a alta é de 1,83% e, no acumulado do ano, o incremento é de 9,28%, para 1,82 milhão de veículos. E a expectativa é de continuidade desse ritmo de vendas mensal até o fim do ano, o que deverá ser estimulado por conta do 13º salário.
 
Fonte: www.dgabc.com.br
 
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