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Passados 2 meses da greve dos caminhoneiros, promessas do governo patinam

 
30/07/2018
 
Foi no dia 31 de maio, quinta-feira do feriado de Corpus Christi, que a Polícia Rodoviária Federal anunciou que não havia mais nenhum bloqueio nas estradas do país. A data serviu como uma espécie de marco não-oficial do término da greve dos caminhoneiros. Por dez dias, eles bloquearam vias em todos os estados e paralisaram a economia nacional, em protestos contra o preço do diesel. O governo anunciou mudanças tentando pôr fim às paralisações e, num prazo de três dias, editou quatro medidas provisórias (MP), prometendo: redução temporária de R$ 0,46 no litro do diesel; tabela de preços para o frete; cota para caminhoneiros autônomos em cargas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento); e isenção do pedágio nas rodovias para eixo suspenso. assados dois meses desde então, em que pé estão essas promessas? Ao UOL, representantes dos caminhoneiros dizem ter sentido um alívio significativo no bolso. Porém, parte das medidas anunciadas ainda patina.O desconto de R$ 0,46, por exemplo, até hoje não chegou na íntegra à bomba. A Conab não teve sucesso em contratar os autônomos. E a tabela do frete fica indo e vindo em versões que, até agora, não agradaram ninguém. Desconto de R$ 0,46 no diesel Em 30 de maio, foi publicada a MP 838, que definiu as regras para a redução de R$ 0,46 no litro do diesel vendido nas refinarias da Petrobras e outras fornecedoras de combustível.Foi criada também uma força-tarefa, formada pela ANP (agência que regula o setor), Procons e outros órgãos do governo para fiscalizar se o desconto chegaria aos postos. O preço do diesel, de fato, teve uma redução expressiva de lá para cá, e entidades que representam os caminhoneiros dizem que esse alívio no bolso foi essencial para retomar o trabalho. Porém, a queda na bomba não atingiu os prometidos R$ 0,46. O preço médio do litro do diesel em postos do país era R$ 3,79 na semana de 20 de maio, data do início da greve e usada como referência na fiscalização do governo. Esse preço médio caiu para R$ 3,38 entre 15 e 21 de julho. É uma redução de R$ 0,41. Considerada a semana anterior à greve, a distância é ainda maior: de lá para cá, o preço médio do diesel caiu apenas R$ 0,22 (de R$ 3,60 para R$ 3,38). "Alguns postos reduziram R$ 0,40, outros R$ 0,25. No geral, não houve desconto menor que R$ 0,25", disse Diumar Bueno, presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autonômos), uma das entidades organizadoras da greve. Os caminhoneiros estimam que chegam a gastar metade de tudo o que ganham só com combustível. O Procon de São Paulo informou que, nestes dois meses, recebeu mais de 2.000 reclamações contra postos no estado. As queixas incluem desrespeito à meta de R$ 0,46 de desconto e, em sua grande maioria, a cobrança de preços abusivos --que ocorreu em meio ao desabastecimento generalizado causado pela greve. "São postos que chegaram a cobrar R$ 6, R$ 9 pelo litro do combustível", disse o diretor de fiscalização do Procon-SP, Osmário Vasconcelos. "Já autuamos nove estabelecimentos até agora, mas este número certamente vai subir, porque notificamos dezenas de outros, e há um prazo para que eles se justifiquem." Tabela do frete A chamada Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas foi instituída no dia 27 de maio com a MP 832. Ela determinou a criação de uma tabela de referência, com os valores mínimos a serem pagos pelo frete por quilômetro e por tipo de carga. Era um pleito histórico dos caminhoneiros autônomos. Esta foi a medida mais polêmica anunciada pelo governo: é difícil agradar a todos os envolvidos. A tabela já ganhou diferentes versões nestes dois meses, foi duramente criticada pelo setor produtivo, está desagradando parte dos próprios caminhoneiros e, na prática, não está sendo aplicada direito por ninguém.
 
Fonte: www.economia.uol.com.br
 
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